Quanto custa vender no Mercado Livre: Entenda os custos e valores
O Mercado Livre se tornou a plataforma mais expressiva nas vendas pela internet e entender seus custos e valores é fundamental para os lojistas
Vender online tem sido uma estratégia essencial para quem quer expandir um negócio, alcançar mais clientes e aumentar o faturamento de sua empresa. Mas, com tantas opções no mercado digital, como entender qual a melhor plataforma para o seu negócio?
Atualmente, plataformas como Amazon, Shopee e outras vêm se destacando ainda mais pelo número de empreendedores que usam seus serviços, algo que facilita a vida de novos vendedores e ajuda a marcar a presença digital daqueles que já possuem história.
Entre as plataformas famosas no Brasil, o Mercado Livre, lidera o tráfego de e-commerce e concentra milhões de consumidores ativos todos os meses só no Brasil, os dados são do Relatório Setores do E-commerce no Brasil da Conversion.
Isso faz com que o site seja cada vez mais visado por empreendedores que possuem o desejo de expandir, contudo, entender quanto custa vender no Mercado Livre é um passo fundamental para planejar seu lucro real e não ter surpresas no fim do mês.
Por isso, hoje vamos entender os custos de se vender na maior marketplace da América Latina e se ela realmente é a melhor opção para a sua loja virtual. Vamos lá?
Quanto o Mercado Livre cobra para vender
Para empreendedores, o Mercado Livre é uma opção prática de se vender. O site conta com uma plataforma digital de fácil entendimento e de uso, o que pode ser bom para quem não tem o costume de trabalhar online, além disso, a empresa também não cobra o cadastro de produtos. Caso você queira começar no marketplace, temos um artigo que detalha melhor os passo a passo para vender no Mercado Livre.
Contudo, isso não significa que não há custos para os vendedores. Em sua maioria, os valores que o marketplace cobra estão relacionados à venda dos produtos, vamos entender melhor:
Qual é a taxa de comissão do Mercado Livre
Como quase todo marketplace, o Mercado Livre não cobra nada para você criar sua conta ou anunciar, por outro lado, a plataforma cobra uma taxa de comissão que é aplicada no momento em que algum produto seu é vendido.
Essa comissão varia conforme a categoria do item e o tipo de anúncio que você escolhe (como Clássico ou Premium). Em média, essa comissão pode ficar entre 10% e 19% do valor da venda dependendo da estratégia escolhida por você.
Qual é a taxa fixa por produto
Além da porcentagem, existem também taxas fixas aplicadas em produtos mais baratos de sua loja.
Por exemplo, itens com preço inferior a um determinado valor pagam uma taxa fixa por unidade vendida (como R$ 6,25 em produtos até R$ 29 ou R$ 6,50 em itens até R$ 50).
Custos de frete e outras taxas
Em relação ao frete, o vendedor tem a opção de usar sua própria forma de entrega ou, se desejar, utilizar o serviço do próprio marketplace, o Mercado Envios. O serviço gerencia desde a coleta e transporte até o rastreamento dos produtos.
Para isso, a plataforma aplica regras específicas de custeio baseadas no valor da venda:
Até R$ 18,99: O comprador paga o frete integral; não há custo para o vendedor.
Entre R$ 19,00 e R$ 78,99: O Mercado Livre assume o valor do frete.
A partir de R$ 79,00: O frete grátis é obrigatório. Neste caso, o vendedor deve arcar com 50% do valor do envio.
Embora o serviço facilite o processo, o valor final cobrado do vendedor nos casos de frete grátis não é fixo. Ele é calculado com base em quatro fatores principais: reputação do vendedor, localização, preço e peso da mercadoria.
Comparando com outros modelos
Para oferecer uma visão mais ampla dos valores cobrados, vamos realizar uma breve comparação com outros serviços como iFood e Uber Eats, que também funcionam como marketplaces.
Aqui, os custos podem ser ainda mais altos dependendo do segmento. Por exemplo, no segmento de alimentação, é comum encontrar comissões que chegam entre 23% a 30% do valor do pedido, sem contar as taxas extras como entrega ou taxa de serviço.
Já o Uber Eats, por sua vez, também trabalha com comissões que variam conforme o tipo de serviço contratado pelo restaurante parceiro. Dependendo do acordo e do modelo de entrega escolhido (com entregadores próprios ou usando a rede da Uber), essas taxas podem ficar em torno de 15% a 30% do valor dos pedidos, ou até mais em alguns casos.
Ou seja, para um restaurante, vender um prato por R$ 100 pode significar que quase um terço desse valor vai para a plataforma, o que é substancialmente mais alto do que as taxas médias de 10% a 19% que um vendedor paga no Mercado Livre para produtos físicos ou digitais.
Ter uma loja virtual própria pode ser uma boa saída
A gente sabe que, mesmo em comparação com outros modelos, as taxas cobradas pelo Mercado Livre ainda podem ser salgadas demais para o bolso. Nesse caso, uma loja virtual própria, pode ser a saída.
Nas lojas próprias, não existe uma “comissão por venda” além da taxa de processamento de pagamento (que geralmente varia entre 2,5% e 5%). Além disso, o empreendedor pode ter a liberdade de gerar um site de acordo com sua marca e com seu público.
Porém, é importante lembrar que isso não significa que não haja custos, nesse modelo é comum ter custos com manutenção, domínio, hospedagem, emissão de nota fiscal e estratégias de tráfego para atrair clientes.
Trabalhar com uma loja virtual não significa se isolar, pelo contrário, a loja pode ter parcerias com o Mercado Livre utilizando os métodos de pagamento do Mercado Pago, gateway de pagamento do Mercado Livre eintegrando sua loja virtual com o marketplace, ou seja, enviando seus produtos para o Mercado Livre diretamente da loja virtual.
Ou seja, embora mais barato por transação do que marketplaces, é necessário um investimento em visibilidade e estrutura para gerar tráfego e vendas.
Então, qual é a melhor opção entre ter uma loja virtual ou vender no Mercado Livre
Agora que entendemos quanto custa vender no Mercado Livre, como saber qual a melhor opção de marketplace para sua empresa? Neste caso, a resposta pode estar de acordo com o que você procura para sua loja no momento:
Mercado Livre: ótima visibilidade e potencial de compradores, com custos por venda que incluem comissão e taxas fixas.
Loja Virtual própria: potencial custo por venda menor, pode ser personalizado de acordo com seu público e marca, mas exige investimento em marketing e estrutura.
É importante frisar que o lojista pode ter ambos, inclusive, ter uma loja virtual que envia os produtos para o Mercado Livre em formato de anúncio.
Conclusão
Escolher onde vender não é apenas uma decisão técnica, é uma decisão que impacta diretamente o dia a dia do seu negócio. Quando você entende os custos de cada plataforma, fica muito mais fácil precificar corretamente, evitar surpresas e vender com mais tranquilidade.
O Mercado Livre, mesmo com suas taxas e regras, ainda se mostra uma opção acessível para quem busca visibilidade rápida e alcance de novos clientes e quando comparado a outras plataformas, o custo por venda costuma ser menor, o que pode aliviar o caixa e trazer mais fôlego para o negócio.
Contudo, lembre sempre que o mais importante é olhar para o seu produto, sua margem e seus objetivos, e escolher o canal que realmente funcione para a sua realidade. Sua loja deve ser a prioridade!