O ChatGPT vai substituir o Google?
Veja dados e insights sobre o uso do ChatGPT no Brasil comparado com serviços da rede Google. Afinal, quem usa o ChatGPT para de usar o Google?
Em agosto do ano passado, a OpenAI revelou que o Brasil está entre os 3 países que mais utilizam o ChatGPT (saiu no G1), onde a quantidade de mensagens mensais ultrapassou os 4 bilhões, o valor é considerável e em determinadas situações, substituem o Google ou a busca clássica, mas o quanto isso acontece? Vamos tentar entender os dados disponíveis e opiniões das pessoas.
Os buscadores "ainda"estão em outro patamar
A crescente meteórica do ChatGPT é impressionante, aliás, em 2023 foi considerado o app de consumo que mais cresceu na história. Entretanto, os buscadores ainda se encontram em outro patamar.
De forma discreta, o Google revelou que há mais de 5 trilhões de buscas por ano, de forma resumida, isso significa que há mais de 400 bilhões de buscas mensais, mas este é um dado muito simplificado da capilarização do mecanismo, o qual está presente em 99% do marketshare no país.
Normalmente o pensamento é pareado em ChatGPT vs Google na web, mas o Google está literalmente em todo lugar. O Youtube faz parte da rede Google, o Android é do Google e vem com o Chrome (também do Google) como navegador padrão, no caso da Apple, o Google paga um bom valor para ser o buscador padrão do Safari, além de outros como Android ou Chrome Cast para TV, Android auto para automóveis, Google Maps e Waze (que também faz parte do Google) para serviços de mapas… você paga usando o celular? Provavelmente com Google Pay… entre muitos outros.
A imagem acima foi replicada do post do LinkedIn de Samtosh K. Paitel.
Há sim situações onde a comparação direta do uso do site do ChatGPT cresce de forma disparada, vejamos algumas informações do SemRush.
O que o SemRush fala sobre o site do ChatGPT e o Google no Brasil
Segundo a ferramenta, em abril de 2026, o ChatGPT registra 44 milhões de visitas mensais e mais de 65 milhões de backlinks. Na mesma ferramenta, temos o Google com 233 milhões de visitas mensais e sua versão brasileira (.com.br) com 15 milhões e incríveis 48 bilhões de backlinks.
Baseado nestes dados, podemos dizer que em nível de website e dados do SemRush, o ChatGPT já tem 25% da quantidade de acessos do Google. Os dados não servem para decisões absolutas, porém, entendemos que o ChatGPT já é enorme, mesmo com o Google sendo maior em vários níveis de grandeza.
Em comunidades como o Reddit, as pessoas dizem que usam menos o Google
Em um post do Reddit com mais de 30 mil contribuições e 2 milhões de visitantes semanais temos opiniões interessantes e que mostram que a busca tradicional e o Google como marca são gigantes, entretanto, há sinais claros de que o ChatGPT veio para ficar e tende a crescer.
A maioria dos contribuintes neste post dizem que usam bem menos o Google e mais a AI, onde temos também Perplexity e Gemini citados, além do ChatGPT. Lembrando que o Gemini é o concorrente direto do Google para o ChatGPT, além de ter também dentro da própria busca recursos como o Visão Geral pela AI e AI Mode, outras tentativas de deixar a busca tradicional “moderna e pensada na era da AI”.
Ainda segundo o fórum, a AI é melhor para explicar muitas situações, como: explicar algo; perguntas técnicas; compilar pesquisas; dúvidas nutricionais; programação, enquanto o Google ainda é o preferido para situações como mapas, horários, avaliações ou achar um site específico.
Por que, segundo este post específico do Reddit, o Google está "pior" do que o ChatGPT em algumas situações?
Há várias queixas sobre anúncios, resultados pagos, SEO ou técnicas para colocar sites ruins na frente e, na maioria das vezes, o problema principal é ter que abrir várias abas.
A maioria das pessoas prefere o resultado ao receber uma lista de sites ou opções para fazer uma pesquisa na maioria das situações.
Em quais cenários as pessoas usam o ChatGPT e o Google em conjunto
Os cenários mais comuns são relacionados à busca de fonte e checagem de dados. Há pessoas que não acreditam no ChatGPT como fonte final de informações, sendo que o próprio site deixa claro e explícito em seu rodapé: “ChatGPT pode cometer erros. Faça checagem de informações importantes”.
A velocidade e a praticidade sempre estarão na frente
Tanto o ChatGPT quanto o Google (nas buscas e serviços de AI como Gemini) e outros serviços de AI tentam diariamente colocar a velocidade e praticidade na frente de tudo, inclusive, da veracidade, o que é bem perigoso.
Hoje as pessoas só querem acessar um site, bom, quando precisam acessar um site. Por exemplo:,se você quer uma informação sobre uma roupa, você pode enviar sua foto para a AI, inclusive, para ver uma foto ou vídeo seu com a roupa com uma música feita para você, o que é absurdo (mas não necessariamente bom). As camadas lúdicas e de pesquisas ficam na AI e o site só será útil para comprar, ver opiniões de pessoas ou outras informações.
As pessoas vão acessar o site diretamente em ocasiões específicas e o caminho mais comum será ser citado pelo ChatGPT ou outro serviço de AI, a qual levará o visitante para seu website ou resumirá seu conteúdo no próprio chat. O MPI continua importante, mas pode mudar em cenários onde a informação é processada no próprio chat e não necessariamente resulta em uma visita para o website.
O mesmo em relação às empresas. Você não precisa de uma empresa para te explicar sobre o que precisa e como precisa e o site pode ser útil para situações específicas como a real necessidade de contratação de serviços, pedir informações ou consumir um conteúdo e receber atendimento humanizado, como é nosso caso.
Afinal, o ChatGPT vai substituir o Google?
Como opinião pessoal, é mais fácil o Google substituir o próprio Google, com o Gemini, AI Overview, AI Mode ou serviços semelhantes, assim como o Instagram substituiu o Facebook e ambos são da Meta. A obtenção de respostas de forma rápida e sintetizada pela AI veio para ficar e, sempre que possível e confiável, é melhor do que receber uma lista de links ou semelhantes. Então, sem dúvida, o formato veio para ficar, mas precisamos dos próximos anos para entender até onde a AI irá chegar e quais marcas vão liderar.