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Em 22/12/2025 às 09h00 - Atualizado em 22/12/2025 às 11h56
Ao longo de 2025, acompanhei de perto uma mudança profunda na forma como as pessoas pesquisam, se informam e tomam decisões de compra na internet. Não foi apenas mais um ano de atualização do Google. Foi um período em que a inteligência artificial passou a fazer parte ativa do processo de busca, convivendo com o Google tradicional, mas também criando novos pontos de contato entre marcas e consumidores.
Hoje, quando falamos de presença digital, não estamos mais falando apenas das dez posições azuis do Google. Entraram em cena o AI Overview, o Modo IA do próprio Google, ferramentas como Gemini, ChatGPT e Perplexity, todas citando sites, marcas e conteúdos de forma direta. Isso gerou muita insegurança no mercado, muita discussão sobre a suposta perda de hegemonia do Google e até um certo pânico em algumas empresas. Na prática, o que vimos foi algo mais equilibrado: o Google continua muito forte, perdendo pouco espaço, enquanto as IAs não substituem a busca, mas passam a complementar o comportamento do usuário.
As pessoas continuam pesquisando no Google, mas também usam ferramentas como o ChatGPT para aprofundar decisões, comparar fornecedores, entender melhor um serviço ou produto antes de comprar. Inclusive, estudos da comunidade de SEO e a nossa própria experiência mostram que leads vindos de IAs tendem a ser mais qualificados. São pessoas que chegam mais informadas, com mais clareza do que precisam e mais próximas da decisão.
Quando olho para o comportamento de busca atual, fica claro que não houve substituição, e sim acúmulo de canais. O Google segue sendo o principal ponto de entrada, mas as IAs passaram a atuar como filtros de decisão. Isso muda completamente a forma como empresas precisam se posicionar, porque não basta mais aparecer; é preciso ser citado, referenciado e reconhecido como fonte confiável.
Esse novo cenário exige uma presença digital mais estruturada, consistente e estratégica. Empresas que continuam tratando o site apenas como um cartão de visitas ou algo secundário acabam ficando invisíveis justamente nas etapas mais importantes da jornada de compra.
Quando projetamos 2026, o contexto se torna ainda mais desafiador. Teremos um dos anos com maior concentração possível de feriados com emendas no Brasil, o que representa quase um mês a menos de dias úteis produtivos. Teremos Copa do Mundo, que altera o padrão de consumo, especialmente da pessoa física, deslocando gastos para lazer, festas, viagens e entretenimento. Soma-se a isso um ano eleitoral, que historicamente traz ruído, instabilidade, mudança no comportamento de busca e cautela nos investimentos.
Tudo isso impacta diretamente o resultado comercial das empresas. Quem depende exclusivamente de picos de mídia paga ou de ações pontuais sente muito mais essas oscilações. Quem constrói ativos digitais sólidos tende a atravessar esses períodos com mais estabilidade.
É nesse contexto que o site deixa de ser apenas um cartão de visitas e passa a ser tratado como um verdadeiro ponto de venda, um ativo importante da empresa. Tenho visto claramente que negócios que constroem uma presença digital sólida, bem estruturada e diversificada sofrem menos com sazonalidade, ciclos econômicos e mudanças de comportamento do mercado.
Quanto mais maduro é o site ou a loja virtual, menor é a dependência de tráfego pago, que é inflacionário por natureza. Esse custo tende a aumentar nos próximos anos, seja pelo aumento da concorrência, seja pela mudança no comportamento do usuário ou até por fatores externos, como a reforma tributária, que impacta diretamente grandes plataformas de anúncios.
Por isso, a primeira recomendação que faço para quem quer atravessar 2026 com mais segurança é organização financeira e visão de médio e longo prazo. SEO não é uma ação pontual e não deve ser tratado como promessa de resultado imediato. É um investimento contínuo em estrutura, tecnologia, conteúdo e experiência do usuário.
O SEO de hoje é muito diferente do que era cinco ou dez anos atrás. No início, bastava ter um domínio forte e repetir palavras-chave. Depois, passou a ser obrigatório ter um blog com textos minimamente estruturados. Hoje, para disputar espaço tanto no Google quanto nas IAs, é necessário tecnologia de ponta, sites rápidos e leves para mobile, design bem resolvido, excelente experiência do usuário e, principalmente, conteúdo relevante, original e útil.
Conteúdo genérico, copiado ou feito apenas para preencher página dificilmente conquista posições ou citações. Se a empresa não compartilha aprendizados reais do seu segmento, dificilmente consegue se manter competitiva. SEO deixou de ser uma técnica isolada e passou a ser uma estratégia integrada ao negócio.
Na prática, o trabalho começa pela estrutura. Quando a empresa já possui um site, muitas vezes o caminho é iniciar com uma consultoria, identificando gargalos técnicos, problemas de usabilidade, falhas de arquitetura da informação e oportunidades claras de melhoria. Se já existe uma equipe de redação ou um redator interno, o trabalho evolui para orientação editorial, análise de textos, ajustes de linguagem, organização de títulos, links internos, imagens e alinhamento com o comportamento real de busca do público.
Quando a empresa não possui estrutura, não está satisfeita com o site atual ou simplesmente não vê resultado algum, o caminho costuma ser a assessoria. Nesse modelo, assumimos o papel de um setor de tecnologia e web externo, cuidando desde o desenvolvimento do site ou da loja virtual até a produção e revisão de conteúdo, acompanhamento de métricas e ajustes estratégicos contínuos. O objetivo deixa de ser “fazer SEO” e passa a ser melhorar o resultado comercial de forma consistente.
Ao longo dos anos, vi esse modelo funcionar em diferentes cenários. Em um caso internacional, atendendo uma empresa que atua na América Latina com preços de transferência, o trabalho começou com uma auditoria técnica e editorial. Apesar de a empresa ter equipe, site e produção de conteúdo, havia um desalinhamento cultural e de linguagem em relação ao público brasileiro.
Ajustes na comunicação, melhorias estruturais, revisão de traduções e um estudo aprofundado sobre o que o público realmente buscava naquele tema trouxeram ganhos relevantes de posicionamento.
Em outro cenário, uma grande franquia brasileira, com mais de 500 unidades, iniciou o relacionamento com uma consultoria simples de SEO. O foco inicial era orientar a equipe de redação: como estruturar artigos, definir taxonomia, organizar títulos, trabalhar palavras-chave, links internos e imagens. Com o tempo, surgiram demandas técnicas, melhorias de performance e evolução tecnológica do site.
O que começou como consultoria evoluiu naturalmente para uma assessoria completa, abrangendo site, blog e outras operações digitais, com impacto direto não só em tráfego, mas em autoridade de marca, geração de leads e vendas.
Há também projetos em que o SEO não é o único objetivo. Em uma marca brasileira de iluminação de alto padrão, extremamente sofisticada, o desafio era traduzir para o ambiente digital o mesmo nível de design, tecnologia e experiência oferecido fora da web. Após passar por diversos fornecedores, a empresa encontrou na Eco Webdesign uma combinação de tecnologia própria, domínio técnico e capacidade de design.
O projeto prevê mais de um ano de desenvolvimento antes mesmo da publicação dos sites, com foco em excelência absoluta, inovação e potencial de premiação. Nesse caso, o site deixa de ser apenas um canal de aquisição e passa a ser uma extensão estratégica da marca.
É nesse cruzamento entre tecnologia, conteúdo, design, experiência e visão de longo prazo que o SEO moderno se posiciona hoje. Não como uma técnica isolada, mas como parte central da estratégia comercial das empresas que querem atravessar 2026 e os próximos anos com mais previsibilidade, menos dependência de mídia paga e mais autoridade no seu mercado.
O cenário mudou, a forma de buscar mudou e o papel do site mudou. Ainda assim, muitas dúvidas seguem aparecendo quando o assunto é SEO, inteligência artificial e vendas digitais. Para fechar, deixo algumas respostas objetivas para as perguntas mais comuns que recebo sobre esse tema.
Não. O Google continua muito forte. As IAs passaram a complementar a busca, não a substituir.
Por causa da combinação de feriados com emenda, como a Copa do Mundo e eleições, que afetam produtividade e consumo.
Porque ele gera demanda de forma contínua, reduz dependência de anúncios e sustenta vendas mesmo em cenários instáveis.
Sim. SEO gera resultados crescentes ao longo do tempo e constrói autoridade e previsibilidade comercial.
SEO é o conjunto de estratégias técnicas e editoriais que melhoram a visibilidade de um site nas buscas orgânicas do Google e nas respostas das inteligências artificiais.
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